terça-feira, 15 de agosto de 2017

Projeto Quebrando o silêncio



Título do projeto: Quebrando o Silêncio em busca da paz
Tema: Violência
Elaboração: Maria Umbelina Marçal Gadelha
Responsáveis pela execução: gestão, coordenação e professores
Público Alvo: alunos da escola
Execução: segundo semestre


APRESENTAÇÃO

            Este projeto começa a ser trabalhado com este título “quebrando o silêncio”, a partir deste ano de 2017, inspirado no projeto desenvolvido na América Latina pela Igreja Evangélica Adventista do Sétimo Dia.
Até o ano anterior, trabalhávamos com temas como Bullying, violência doméstica, agressão física e verbal, setembro amarelo etc., separadamente, porém este ano a equipe decidiu unificar todos os temas em um único projeto e assim, além do trabalho de prevenção e combate a violência que já ocorre, visa-se incentivar o público alvo a falar sobre o assunto, pois acreditamos que quando a pessoa agredida se sentir segura para quebrar o silêncio, sentir-se-á igualmente forte para denunciar e procurar a ajuda necessária para enfrentar o problema.

1.    JUSTIFICATIVA

A violência é hoje uma preocupação da sociedade, e atinge a vida e a integridade das pessoas e está presente nos lares, na escola e em todos os lugares assumindo proporções tais que, na maioria das vezes, não sabemos que medidas tomar para sanar este problema.
Partimos do princípio que a educação é um processo que implica transformações, mudanças, atitudes, e que há uma necessidade urgente de mudança de hábito e atitudes em nossas casas, escolas e sociedade. Então por sabermos que esse tema é de essencial importância, a escola promoverá situações que possibilitem a comunidade escolar refletir sobre a proposta de falar sobre a violência de vários tipos (violência doméstica, contra a mulher e contra o idoso, psicológica; assédio moral, sexual e virtual; bullying; violência na internet; suicídio e automutilação).
O quadro de violência apresentado pela mídia diariamente é assustador. As principais vítimas são crianças, mulheres e idosos. Os dados da Organização Mundial de Saúde mostram que a violência responde por aproximadamente 7% de todas as mortes de mulheres entre 15 e 44 anos no mundo, chegando a 69% em alguns países. Há relatos de mulheres que afirmam terem sido agredidas fisicamente e 47% declaram que sofreram violência em sua primeira relação sexual.
No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio (10 de setembro), a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OMS) alertaram para este grave problema de saúde pública responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo. Segundo a organização, poucos países incluíram a prevenção ao suicídio entre suas prioridades de saúde e só 28 relatam possuir uma estratégia nacional para isso. (ONUBR, 2017).
A taxa de suicídio de adolescentes com idades entre 10 e 14 anos aumentou 40% nos últimos 10 anos e 33% entre aqueles com idades entre 15 e 19 anos, segundo o Mapa da Violência 2014. Todo dia, 28 brasileiros se suicidam e, para cada morte, há entre 10 e 20 tentativas. Médicos alertam que é um problema de saúde que não recebe tanta atenção por causa do tabu social. (GALILEU, 2014)
Sendo assim o projeto tem a finalidade mostrar a realidade e incentivar as crianças, adolescentes, jovens e adultos a quebrar o silêncio e orientar as vítimas para buscar ajuda dos órgãos competentes, e assim romper com o ciclo de violência, nutrido na maioria das vezes pela ignorância.
Assim, para combater esse mal é preciso trazê-lo a público, examiná-lo e dar a saída necessária. Nós como cidadãos devemos procurar a solução para este mal dando o primeiro passo que é a vigilância.

2.    OBJETIVOS
 2.1 Geral
Estimular no público alvo a mudança de atitudes e a formação de novos hábitos, no contexto escolar por meio do resgate de valores, autoestima e da construção da cultura de paz.

2.2 Específicos
Para a equipe gestora:
  • Identificar os focos de violência.
  • Criar espaços para discussão e reflexão sobre o tema e garantir que a instituição seja um local onde todos desejam estar.
  • Alertar a comunidade escolar quanto à necessidade de quebrar o silêncio e buscar junto aos órgãos competentes o apoio necessário.
  • Orientar as famílias, pais e filhos, educadores e alunos quanto aos seus direitos explicando sobre o tema.
  • Sensibilizar a população e principalmente ao público alvo sobre a importância de conter a violência, através do ensino de regras simples e eficazes de prevenção e sobrevivência ao abuso.
Para os professores: programar estratégias pedagógicas para o trabalho com valores e a resolução de conflitos por meio do diálogo.
Para os alunos: participar ativamente de momentos reflexivos e atividades que envolvem o resgate de valores e exercitar a tolerância, a solidariedade e a cooperação.

3.    PROCEDIMENTO

Trabalhar as turmas por temas. Cada turma pesquisará sobre os temas escolhidos pela equipe executora: assédio; bullying; violência na internet, suicídio e automutilação e outras formas de violência.

Desenvolvimento
1ª etapa – Diagnóstico ou identificação
Identificar os casos de agressão e fazer o levantamento das ocorrências no contexto escolar. Para essa tarefa, é necessário contar com a ajuda dos professores, dos funcionários e dos próprios alunos.
Portanto, adote uma postura de escuta e crie espaços que assegurem essa ação, onde todos possam compartilhar o que está afetando a boa convivência.
O levantamento deve levar em consideração a frequência e o tipo de situação, como agressões físicas ou verbais, ameaças, bullying, discriminações de todos os tipos e depredações. O resultado desse trabalho servirá para refletir sobre as estratégias a ser adotadas e discutidas com todos.

2ª etapa - Formação de mediadores de conflitos
É necessário que os coordenadores se envolvam nas atividades e que reúnam a equipe docente para discutir o mapeamento realizado.
Nesse encontro, a discussão deve-se embasar na leitura de textos escolhidos sobre a violência.  Em seguida fazer um levantamento com o grupo sobre as maneiras de identificar as causas das ocorrências mapeadas e de mediar os conflitos por meio do diálogo.
Escolher o professor ou colaborador para assumir o papel de mediador. O objetivo dessa etapa é preparar os docentes para lidar com as situações de violência na escola e preveni-las.
Uma sugestão é incentivar que valores sejam trabalhados em sala de aula em atividades de reflexão e trabalhos em grupo, durante os quais os estudantes exercitam a cooperação, o respeito e a solidariedade com os colegas.
Enfatizar que a instituição deve ser um lugar agradável, onde todos são respeitados por suas diferenças e compreendidos em suas dificuldades. No decorrer do projeto outras reuniões para tratar do tema devem ser agendadas para que o trabalho realizado seja constantemente avaliado e novas estratégias sejam pensadas.

3ª etapa - Monitoramento
Acompanhar o clima escolar. Reunir os professores periodicamente para saber como os conflitos têm sido desenrolados e mediados e se estão sendo respeitados. 
É importante que não se deixe de manter a postura de escuta para reclamações ou sugestões propostas por alunos, professores e funcionários.

4ª etapa - Ações sugeridas
  • Assistir aos filmes ”O silêncio de Lara” e “Bullying  – provocações sem limites”, ou outros filmes que falem sobre o tema, em seguida formar uma roda de conversa com os alunos.
  • Convidar profissionais como: psicólogo, promotor da Infância e Juventude e representantes de pastorais e/ou entidades religiosas (padre e/ou pastor) para ministrar palestras que enfatizem o abuso e outras formas de violência para pais, professores e alunos visando à sensibilização destes sobre a importância de se quebrar o silêncio.
  • Fazer uma caminhada com faixa, cartazes e carro de som, saindo da escola com parada na praça principal da cidade para performances e distribuição de folders explicativos visando a conscientização da comunidade.
  • Os alunos apresentam campanhas e palestras para alunos de outras escolas e/ou grupo de jovens.

5ª etapa- culminância
Apresentação de performances, teatro, música e dança.

4.   CRONOGRAMA

ATIVIDADES
2017
MAIO
JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMBRO
OUTUBRO
Escolha do tema
X





Levantamento de dados
X
X




Elaboração do projeto


X



Apresentação do projeto



X


Sensibilização



X


Caminhada



X


Desenvolvimento



X
X

Palestras



X
X

Culminância 





X
Avaliação do projeto





X

5.   AVALIAÇÃO 

A equipe executora do projeto compara os resultados mapeados e com os dados em mãos, analisa se as ocorrências diminuíram e se alguém se estimulou e quebrou o silêncio. O projeto de prevenção e combate à violência e de quebra do silêncio dever ser continuo, pois é permanente a vigilância em observar se todos têm se comprometido na criação de uma cultura de harmonia e paz na escola.
E a cada ano adotam-se de acordo com a necessidade novas estratégias de prevenção e resolução de conflitos.

REFERÊNCIAS

ARIANNE. Quebrando o silencio. Disponível em: <https://umbelinagadelha.blogspot.com.br/> Acesso em: jul. 2017.
COMBATE A VIOLÊNCIA. Disponível em: < https://gestaoescolar.org.br > Acesso em: Jun. 2017
DOWNLOADS DE MATERIAIS ADVENTISTAS. Divisão Sul-Americana. Disponível em: < http://downloads.adventistas.org/> Acesso em: Jun. 2017.
FONTENELLE, Paula. Estatísticas mundiais.<https://www.prevencaosuicidio.blog.br/> Acesso: jun. 2017
GALILEU. 6 sinais de comportamentos suicidas. Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Acesso em jun. 2017
LIVRE ABUSO. Abuso sexual. Disponível em< https://www.livredeabuso.com.br/> Acesso e jun. 2017
MENDONÇA, Renata. Como identificar possíveis sinais de abuso sexual em crianças? Disponível em: < http://www.bbc.com/> Acesso em: jun. 2017
ONUBR. OMS: suicídio é responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo. Disponível em< https://nacoesunidas.org//> Acesso em jul. 2017
QUEBRANDO O SILÊNCIO. Adventistas org. Disponível em: <http://quebrandoosilencio.org/> Acesso em: maio 2017.
WIKIPEDIA. Violência. Disponível em:< https://pt.wikipedia.org/> Acesso em: maio 2017


MATÉRIAS IMPORTANTES

21 perguntas e respostas sobre bullying. Disponível em: https://novaescola.org.br/
7 tipos de assédios mais comuns sofridos pelas mulheres em público.
Assedio moral.  Disponível em: https://pt.wikipedia.org/
Assédio psicológico. Disponível em: http://www.avbdesign.com/
Bullying. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying
Automutilação. Disponível em: https://oglobo.globo.com/
Livre de abuso Disponível em: https://www.livredeabuso.com.br/blog
Tipos de assédio. Disponível em: https://noticias.bol.uol.com.br/
Violência doméstica e familiar. Disponível em: http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/d

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