sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Resumo de Arte


Arte e Ciência
Primeira metade do século XX:
Com o avanço da ciência surge a industrialização, criticada por uns e elogiada por outros.
Crítica: a tecnologia que traz o progresso e inúmeros benefícios é a mesma que traz a guerra produzindo armas poderosas e sofisticadas e muitos artistas propõem questionamentos sobre esse tema.

Arte é Ciência porque partiu da necessidade do homem de se expressar e de conhecer cada vez mais. Por serem antagônicas, arte e ciência podem criar uma relação mútua na qual uma complementa a outra.

Diferença entre SOM e RUÍDO
Som: Fenômeno físico que consiste em uma rápida variação de uma onda de pressão num meio.
Ruído: Qualquer som que nos é desagradável.

Pintura Futurista
1) Futuristas produziram dois manifestos - 1910:
Os jovens artistas italianos propunham o fim da arte do passado, pois a valorização do passado conduzia a depreciação do novo.
Os futuristas queriam:
A destruição do culto ao passado;
Dar lugar aos jovens e ao novo;
Exprimir a vida incessantemente transformada pela ciência;
Extinguir os temas já aproveitados;
O desprezo às imitações exaltando a originalidade;
Rebelar-se contra a tirania das palavras.

2)  Manifesto Técnico:
Tema: expressão pictórica.
As cores e formas tradicionais não mais satisfaziam aos futuristas, cujo interesse estava voltado para o movimento, a imagem dinâmica, pelo progresso, pela ciência, pela representação do novo ritmo de vida ocasionado pelo surgimento de máquinas, eletricidade e velocidade.

Futurismo Musical:
A sonoridade que melhor expressava o mundo moderno era a música dos ruídos, da agitação da cidade.

Saraus Futuristas:
Espetáculos teatrais onde os artistas improvisavam, recitavam poesias, declamavam textos, faziam manifestos, executavam peças musicais e exibiam obras visuais.
As declamações provocativas e a interação do público causavam, às vezes, divergências e tumultos entre artistas e espectadores e algumas vezes a polícia precisava apaziguar os conflitos.

Dois movimentos marcaram o Teatro Futurista :
1) O Teatro de Variedade – 1913:
Buscava o rompimento das regras do teatro tradicional. Os futuristas foram atraídos pela comicidade, pela combinação do teatro com cinema, música, circo e dança.
Não seguia um roteiro fixo e o público era forçado a interagir com atores e músicos, desafiando as convenções. Propunha encenar toda a tragédia em uma única noite.

2)  Manifesto do Teatro Futurista Sintético:
O teatro seria a forma de influenciar a alma italiana, pois os futuristas não desejavam existir somente nas estantes de bibliotecas. Desejavam ser uma forma teatral breve, totalmente nova. E a brevidade também aconteceria na preparação.

Dadaísmo

Durante a Primeira Guerra Mundial, muitos intelectuais e artistas foram para Zurique para refugiar-se da guerra ou para estudar. Dentre os quais estavam:
Hugo Ball que criou o “Cabaré Voltaire”, espaço disponibilizado aos artistas. No cabaré de Voltaire aconteciam os saraus que lembravam os saraus futuristas, pois declamavam e interpretavam poemas, tocavam canções e apresentavam suas performances.
Os frequentadores do cabaré criaram o movimento artístico dadaísta, o mais radical da história da arte.  
O Dadá negava os costumes, as regras e tradições, inclusive a tradição da arte.
Foi uma vertente antiartística de expressão que chocou, escandalizou.
Tristan Tzara escolheu a palavra “dada” ao acaso no dicionário e não sem nenhum significado expresso, simbolizando a revolta e a negação do movimento. Ele queria expressar a negação de todos os valores estéticos e correntes artísticas e a insatisfação de todos eles com o cenário de destruição causado pela guerra e por isso, abusaram do incompreensível.

Características

  • Caráter antirracional (contra os padrões estabelecidos) - “non-sense” - sem sentido
  • Problema: Almejar algo impossível como explicar o ser humano.
  • Espalhou-se em poucos anos por: Berlim, Paris, Nova Iorque, etc.
  • Movimento artístico da vanguarda moderna que antecede o Surrealismo
 Duchamp e o ready-made

Marcel Duchamp polemizou  com a sua invenção ready-made que consiste em apropriar um objeto  utilitário produzido industrialmente, inserindo-o no contexto artístico. Do ponto de vista artístico, dependendo do contexto e do ambiente em que é inserido, o objeto pode assumir diferentes significados. O objetivo de Duchamp não era se colocar contra a arte nem apenas destruir a tradição. Ele queria discutir questões novas sobre o produto artístico. Com o ready-made, ele rompe a tradição do autor como único criador da obra.

O estúdio de gravação e a indústria comercial

A evolução da compreensão dos fenômenos sonoros e de sua propagação no espaço resultou na invenção de equipamentos pioneiros de síntese sonora. Processo que se consolidou com a criação e o desenvolvimento de novos equipamentos que deram origem ao estúdio de gravação, onde se produzia música em grande escala com finalidade comercial

Música Eletroacústica
Nos anos de 1940 e 1950 engenheiros e músicos franceses, alemães e estadunidenses deram início à  criação obras musicais por meio da manipulação em estúdio de sons gravados e sintetizados em  3 vertentes:
1) Música concreta que usava apenas sons do cotidiano, sons já existentes.
2) Música eletrônica que usava sons construídos e manipulados, sons artificiais.
3) Música eletroacústica que usava  e manipulava os sons concretos e artificiais simultaneamente.

Indústria Cultural
A produção industrial passou a ser aplicada na arte, cuja produção artística passou a ser explorada comercialmente e valorizada conforme seu retorno financeiro.
A transmissão de ideologias nos filmes de Hollywood que propagavam o modo de vida americano “American way of life” contribuíram para o consumismo das obras arte. Fato que se tornou objeto de reflexão de filósofos da Escola de Frankfurt, entre os quais, Adorno e Horkheimer cunharam o termo “indústria cultural” para designar e avaliar o funcionamento e as consequências para a humanidade desse tipo de relação com a arte.

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