domingo, 30 de agosto de 2015

História da MPB - Resgatando a história da nossa Música

História da MPB - Música Popular Brasileira
O dia 27 de setembro é o dia da MPB
A história da música está popularmente associada á história da música erudita ocidental.
Frequentemente afirma-se que a história da música origina-se na Grécia Antiga e desenvolve-se através do tempo.

Porém cabe-se aqui salientar que existem tantas histórias da música quanto há culturas no mundo e todas as suas vertentes têm seus desdobramentos e subdivisões. Isto quer dizer que podemos falar da história da música do ocidente e desdobrá-la em história da música erudita do ocidente, história da música popular do ocidente, história da música no Brasil, história da música popular, história da música sacra, e assim sucessivamente.
Porém vamos falar aqui sucintamente da história da música popular brasileira.

A MPB, gênero musical brasileiro, surgiu como expressão partir de 1966, com a segunda geração da Bossa Nova. A sigla MPB na prática anunciou uma fusão de dois movimentos musicais até então divergentes, a Bossa Nova e o engajamento folclórico dos Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes, os primeiros defendendo a sofisticação musical e os segundos, a fidelidade à música de raiz brasileira. Seus propósitos se misturaram e, com o golpe de 1964, os dois movimentos se tornaram uma frente ampla cultural contra o regime militar, adotando a sigla MPB na sua bandeira de luta. (WIKIPEDIA)

Podemos dizer que a MPB surgiu ainda no período colonial brasileiro, a partir da mistura de vários estilos. Entre os séculos XVI e XVIII, misturaram-se em nossa terra, as cantigas populares, os sons de origem africana, fanfarras militares, músicas religiosas e músicas eruditas européias. Também contribuíram, neste caldeirão musical, os indígenas com seus típicos cantos e sons tribais.

Nos séculos XVIII e XIX, nas cidades que estavam se desenvolvendo e aumentando demograficamente, destacavam-se dois ritmos musicais que marcaram a história da MPB: o lundu e a modinha. O lundu, de origem africana, possuía um forte caráter sensual e uma batida rítmica dançante. Já a modinha, de origem portuguesa, trazia a melancolia e falava de amor numa batida calma e erudita.

Na segunda metade do século XIX, surge o Choro ou Chorinho, a partir da mistura do lundu, da modinha e da dança de salão européia. Em 1899, a cantora Chiquinha Gonzaga compõe a música Abre Alas, uma das mais conhecidas marchinhas carnavalescas da história.

Já no início do século XX começam a surgir as bases do que seria o samba. Dos morros e dos cortiços do Rio de Janeiro, começam a se misturar os batuques e rodas de capoeira com os pagodes e as batidas em homenagem aos orixás. O carnaval começa a tomar forma com a participação, principalmente de mulatos e negros ex-escravos.

O ano de 1917 é um marco, pois Ernesto dos Santos, o Donga, compõe o primeiro samba que se tem notícia: Pelo Telefone. Neste mesmo ano, aparece a primeira gravação de Pixinguinha, importante cantor e compositor da MPB do início do século XIX.

Com o crescimento e popularização do rádio nas décadas de 1920 e 1930, a música popular brasileira cresce ainda mais. Nesta época inicial do rádio brasileiro, destacam-se os seguintes cantores e compositores: Ary Barroso, Lamartine Babo (criador de O teu cabelo não nega), Dorival Caymmi, Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa. Surgem também os grandes intérpretes da música popular brasileira: Carmen Miranda, Mário Reis e Francisco Alves.

Na década de 1940 destaca-se, no cenário musical brasileiro, Luis Gonzaga, o "rei do Baião". Falando do cenário da seca nordestina, Luis Gonzaga faz sucesso com músicas como, por exemplo, Asa Branca e Assum Preto. Mas nem só de baião vive a música popular brasileira nos anos 1940.

Enquanto o baião continuava a fazer sucesso com Luis Gonzaga e com os novos sucessos de Jackson do Pandeiro e Alvarenga e Ranchinho, ganhava corpo um novo estilo musical: o samba-canção. Com um ritmo mais calmo e orquestrado, as canções falavam  principalmente de amor. Destacam-se neste contexto musical: Dolores Duran, Antônio Maria, Marlene, Emilinha Borba, Dalva de Oliveira, Ângela Maria e Caubi Peixoto. Tudo isso prenunciava o que viria na década seguinte

Em fins dos anos 50 (década de 1950), surge a Bossa Nova, um estilo sofisticado e suave. A Bossa Nova era um fenômeno típico da era juscelinista, na medida em que se inseria um conjunto de transformações artísticas, sociais, econômicas e até esportivas, pois nessa época também surgia o maior gênio da história do futebol mundial: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Além disso, surgia também no Brasil, o Rock and Roll e com ele o conceito de Juventude transviada que com o seu inconformismo, marcava a história na vida dos brasileiros.

É impossível afirmar precisamente quando a Bossa Nova começou realmente, mas é certo que o lançamento em 1958, do disco Canção Demais, com  Elizeth Cardoso interpretando composições de Tom Jobim e Vinícius, entre as quais se destaca a imortal Chega de Saudade e a gravação desta mesma canção por João Gilberto foi um marco na história da Bossa Nova que levou as belezas brasileiras para o exterior, fazendo grande sucesso, principalmente nos Estados Unidos.

A televisão começou a se popularizar em meados da década de 1960, e a partir daí influenciar na música. E viabilizar seu consumo para um público cada vez maior através dos Festivais da Canção. Havia vários festivais: O Festival Nacional da Record, o Internacional da Globo e o Universitário da Tupi.
Estes festivais revelaram nomes como: Milton Nascimento, Elis Regina, Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Edu Lobo, Geraldo Vandré, Gal Costa, Jair Rodrigues etc.

E neste mesmo período, a TV Record lança o programa musical Jovem Guarda, onde despontam os cantores Roberto Carlos e Erasmo Carlos e a cantora Wanderléa. Eram músicas românticas e descontraídas que faziam grande sucesso entre a juventude. A origem está na década de 50, sobretudo, no Rio de Janeiro, quando grupos de rapazes suburbanos se reuniam para formar seus conjuntos de rock (bandas), na época rebatizado aqui no Brasil de “Iê-iê-iê”.

A partir de 1967, surge o Tropicalismo, um novo movimento musical é o cruzamento de todas as influências possíveis; herança tradicional, guitarras elétricas, roupas coloridas, música erudita, poesia de vanguarda. O movimento foi liderado principalmente por: Caetano Veloso, Gilberto Gil e Torquato Neto.
Os tropicalistas reuniram fontes diversas: canções, sinais do movimento hippie e vanguarda, propaganda e conseguiram ao mesmo tempo, sintetizar o momento e chocar a todos. Portanto, o Tropicalismo revolucionou a música, já que os anos 1960 foram os anos das revoluções.

Na década de 1970, chega ao fim o movimento hippie e o sonho comunitário foi substituído pelo solitário.
Vários músicos começam a fazer sucesso nos quatro cantos do país.
A disco music foi o maior marco dos anos 70 – era a música para corpos dançantes e solitários se balançares pelas discotecas.
Mas há outro grande marco nos anos 70, além da discoteca que é da diversidade musical.
Nara Leão grava músicas de Cartola e Nelson do Cavaquinho. Vindas da Bahia, Gal Costa e Maria Bethânia fazem sucesso nas grandes cidades. O mesmo acontece com Djavan (Alagoas), Fafá de Belém (Pará), Clara Nunes (Minas Gerais), Belchior e Fagner (Ceará), Alceu Valença (Pernambuco) e Zé Ramalho e Elba Ramalho (Paraíba). No cenário do rock brasileiro destacam-se Raul Seixas e Rita Lee.

Surgem ainda nesta década o movimento punk, o rock progressivo e o underground. E no cenário funk aparecem Tim Maia e Jorge Ben Jor, no rock o Raul Seixas.
 A MPB sofreu um duro revés neste período com a violenta censura da Ditadura Militar, pois o regime buscava anular os seus inimigos em todos os campos. E muitos artistas foram perseguidos e obrigados a deixar o país.

Nas décadas de 1980 e 1990 começam a fazer sucesso os novos e os velhos estilos musicais, que recebiam fortes influências do exterior.
São as décadas do rock, do punk e da new wave.
O show Rock in Rio, do início dos anos 80, serviu para impulsionar o rock nacional. Com uma temática fortemente urbana e tratando de temas sociais, juvenis e amorosos, surgem várias bandas musicais.
É deste período, com temática fortemente urbana e tratando de temas sociais, surgem bandas como: Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Titãs e Barão Vermelho.  E complementando  o cenário musical  Kid Abelha, RPM, Plebe Rude, Ultraje a Rigor, Capital Inicial, Engenheiros do Havaí, Ira, Cazuza, Rita Lee, Lulu Santos, Marina Lima, Lobão, Cássia Eller, Zeca Pagodinho etc.

Os anos 90 também são marcados pelo crescimento e sucesso da música sertaneja ou country. Neste contexto, com um forte caráter romântico, despontam no cenário musical: Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo e João Paulo e Daniel.
Nesta época, no cenário rap destacam-se: Gabriel, o Pensador, O Rappa, Planet Hemp, Racionais MCs e Pavilhão 9 e outros.

O século XXI começa com o sucesso de grupos de rock com temáticas voltadas para o público adolescente. São exemplos: Charlie Brown Jr, Skank, Detonautas e CPM 22.

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