segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Magdalena Carmen Frida y Calderón


Frida Kahlo nasceu em 6 de julho de 1907 em um subúrbio da cidade do México. Com apenas 6 anos de idade, contraiu poliomielite e, como seqUela dessa enfermidade, ficou com o pé direito ligeiramente deformado. Desejando estudar medicina, freqüentou a Escola Nacional Preparatória. Lá, em 1922, conheceu o trabalho de Diego Rivera no afresco “A Criação”.
Passou por vários problemas de saúde posteriormente.
Desejando estudar medicina, freqüentou a Escola Nacional Preparatória. Lá, em 1922, conheceu o trabalho de Diego Rivera no afresco “A Criação”.
No dia 17 de setembro de 1925, sofreu um grave acidente durante a colisão entre um bonde elétrico e o ônibus em que estava, quando voltava da escola para casa. Esse acidente mudou toda sua vida, pois a deixou com seqüelas gravíssimas. Devido ao acidente, ficou hospitalizada por um mês no hospital da Cruz Vermelha, e começou a pintura durante a sua recuperação.
Em 1928, tornou-se membro do Partido Comunista Mexicano e encontrou-se novamente com Diego Rivera. Apaixonaram-se um pelo outro e casaram-se em 21 de agosto de 1929.
O círculo social de seu marido trouxe grandes influências em seu trabalho. Nomes como Andre Breton, Henry Ford, Marcel Duchamp e Dolores del Rio fizeram parte de seu cotidiano. Mas além das referências políticas e estéticas, o seu sofrimento com o corpo e as inúmeras cirurgias pelas quais passou são temas constantes de suas obras.  Além do muralista  Kahlo se relacionou com Leon Trotski, mas em pouco tempo o romance acabou.
Em 1930 Frida e Rivera mudaram-se para São Francisco, nos Estados Unidos, onde Rivera foi contratado para realizar pinturas. Em 1932, Rivera foi contratado para outro trabalho e o casal mudou-se para Detroit. Em março de 1933, mudam-se para Nova Iorque, regressando no fim do ano para o México.
Pela terceira vez Frida sofreu um aborto e passou por uma cirurgia no pé direito e teve alguns dedos amputados. Em 1936, operou o pé pela terceira vez.
Porém jamais deixou de pintar, de representar nos quadros seus dramas pessoais, por meio de cores vibrantes e de uma simbologia tocante.
Expôs seus trabalhos em Paris, em 1939. No fim do mesmo ano, divorciou-se de Diego, porém um ano depois se casaram pela segunda vez.
Ativista política, nunca deixou de participar de manifestações políticas nem de pintar seus quadros, mesmo nos momentos que sofria dores terríveis na coluna, a qual operara por sete vezes.
Apesar da paixão vivida, o relacionamento era problemático e regado a brigas e violência. Além disso, Rivera teve um caso com Cristina, irmã mais nova de Frida, com quem teve seis filhos.
Sua arte já foi denominada como Surrealista, porém a artista rebateu o rótulo com a frase ”Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.”
Durante sua vida, Frida criou cerca de 200 pinturas todas com grande notoriedade das quais 55 são auto-retratos.
Seus desenhos e pinturas refletem suas perturbações, paixões internas, suas experiências de vida, dor física e emocional e sua relação turbulenta com Diego Rivera e também remetem ao tema da morte.
Quando lhe perguntaram por que pintou muitos auto-retratos, Frida respondeu: “Porque eu sou muitas vezes sozinha... porque sou o assunto que conheço melhor "
Em 1953, quando Frida Kahlo teve sua primeira exposição individual no México, um crítico local escreveu: “É impossível separar a vida e obra desta pessoa extraordinária. Suas pinturas são sua biografia.” Esta observação serve para explicar porque seu trabalho é tão diferente da de seus contemporâneos.
Em sua primeira exposição individual na sua terra natal, a sua saúde estava tão frágil que o seu médico a proibiu de sair da cama, impedindo-a de comparecer a abertura da exposição, mas ela , em estilo Frida, chegou em sua cama, colocada  na parte traseira de um caminhão.
Frida e Diego eram muito ativos no Partido Comunista no México. No início de julho de 1954, Frida fez sua última aparição pública, quando participou de uma manifestação de rua.
Em julho de 1954, com a idade de 47 anos, Frida faleceu.  Foi encontrada morta em sua cama com suspeita de suicídio. Infeliz com sua falta de liberdade causada por seus problemas físicos e a impossibilidade de ter um filho – ela não conseguia levar uma gestação até o final por causa das sequelas causadas pelo acidente – a pintora já tinha tentado suicídio diversas vezes, com facas e martelos. “Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar”, era o que dizia a última anotação em seu diário.
Muito já se falou da vida e obra de Frida kahlo.
Livros:
·         A sua paixão por Diego Rivera foi registrada por cartas trocada por eles ao longo dos anos, reunidas no livro “Cartas Apaixonadas de Frida”.
·         E o livro “Frida – A Biografia”, que chegou ao Brasil 30 anos após lançado nos EUA, esmiúça a vida da pintora por meio de entrevistas e do acesso que a autora (Hayden Herrera) teve acesso ao diário e cartas de Kahlo, trazendo ao leitor episódios aprofundados.
·         Já o livro “Frida”, de Johna Winter, traz a biografia da infância e adolescência da pintora, repletos de ilustrações de Ana Juan, ilustradora do “The New Yorker”.
·         Outro livro interessante é “Frida: Suas fotos”, que conta com cerca de 400 fotografias, guardadas após sua morte e redescobertas 50 anos depois. Nelas há registros de encontros com importantes figuras, como Breton, Duchamp, Henry Ford e Trotski.
Música:
       No ano de 1992, foi mencionada na canção "Esquadros", de Adriana Calcanhotto.
       Em 2008, a banda inglesa Coldplay lançou o álbum Viva la Vida or Death and All His Friends, cujo título é inspirado em um quadro de Frida, "Viva La Vida".
       Em 2011 foi citada na música "Sucrilhos" do rapper brasileiro Criolo Doido. Além dela, são citados os artistas Hélio Oiticica e Di Cavalcanti.
Filme:
       No ano de 2002, sob a direção de Julie Taymor, foi lançado o filme Frida, baseado na biografia de Haydem Herrera,  que narra a história da pintora, interpretada pela atriz Salma Hayek e por  Alfred Molina no papel de Diego Rivera, retrata o frisson em torno dos últimos dias da artista.
Escola de samba:
       Em 2010 foi homenageada no carro abre-alas da escola de samba Viradouro da cidade de Niterói que desfila no Rio de Janeiro.
Google:

·         Em 2010 foi homenageada pelo Google com um doodle estilizado de seu auto-retrato.
 



 
 


Referências

HONÓRIO , Cintia Maria. Arte & Caminhos: construção e fruição. Curitiba: Base, 2007.  p. 91)

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