sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A força do afeto no processo de ensino-aprendizagem


A criança e o adolescente em seu processo de formação têm necessidade de amar e ser amado, de compreender e de ser compreendido. Mas tal necessidade não é privilégio apenas dos educandos, os educadores no exercício do seu magistério também são acometidos da  mesma necessidade de amor e compreensão.Deste modo, a necessidade de amar e o desejo de ser amado de um e de outro andam juntos e  são  o fundamento de uma relação fraterna e recíproca entre educador e educando.
O educando como um ser em formação carece de um tratamento acolhedor e humanizado. Fala-se muito na Pedagogia do afeto que facilitaria o processo ensino-aprendizagem. Sabe-se que na prática pedagógica entre professor e aluno desenvolvem-se sentimentos que podem ser de atração e repulsão, pois quando os atores entram em ação e assumem seus papeis de educador e educando, a sala de aula passa a ser um ambiente de sedução. E nesse espaço o professor deve ser o sedutor e trazer para junto de si, o aluno e despertar-lhe o seu interesse pelo conhecimento. Porém, professor e aluno não devem se deparar com o objetivo de construir uma relação afetiva, pois esse afeto deve ser edificado como uma ferramenta no ato de educar. Nessa construção são imprescindíveis alguns elementos para a efetivação da aprendizagem, como por exemplo, autoconfiança, pois todos precisam confiar em sua capacidade de pensar e agir, de sonhar e realizar seus sonhos, de sentirem-se merecedores da felicidade, de alimentar sua autoestima.
A força do afeto pode ser desenvolvida com a Pedagogia do Afeto, onde se procura aplicar uma didática em sala de aula que permeie a afetividade e as relações docentes e discentes, para melhorar a qualidade dos relacionamentos e a produtividade em sala de aula com a utilização de técnicas de relaxamento, de meditação, trocas energéticas e  de outras dinâmicas que possam favorecer relacionamentos interpessoais afetivos, cooperativos e otimizados. Seguem-se alguns princípios básicos importantes como: o respeito a liberdade e o apreço a tolerância.
Quando o professor trabalha com a Pedagogia do Afeto, desenvolve um trabalho voltado para a formação de pessoas íntegras, críticas, conscientes. E esse afeto pode-se traduzir no olhar que o professor dirige ao seu aluno como, por exemplo, percebendo as dificuldades do aluno e tentando ajudá-lo, na maneira de explicar, de transmitir informações, de tirar dúvidas e de corrigir o seu aluno. Em todas as situações o professor pode agir com dedicação, com ética, com delicadeza, destreza e com respeito. Ou seja, deve buscar a atenção e o respeito do aluno através do afeto, por isso precisa ser um observador atento, olhar seus alunos com consideração e admiração, pois só assim, chegará ao coração. Portanto a tarefa não é fácil, pois o educador precisa exercitar sensibilidade para detectar, em cada  aluno dons, talentos e potencialidades individuais, mas o resultado pode ser muito gratificante, pois o aluno passará a ver  o mestre como  um amigo verdadeiramente interessado no seu crescimento intelectual e pessoal.  Com os princípios de liberdade e  ideais de solidariedade humana, busca-se uma educação cidadã, que  ensine a viver com dignidade humana, que desperte os educandos, que os ajude a ver e olhar, que cultivem a compaixão e a misericórdia, que descubram o seu projeto de vida e  vocação no mundo.

Pesquisar aqui

Frase do dia