sexta-feira, 13 de abril de 2012

A ARTE DE HITLER


Mesmo os piores assassinos, os maiores ditadores iguais ao Hitler, um dia foram criança, tiveram uma infância e juventude assim como todo o resto da humanidade.
Mas o que fez com que essas pessoas se transformassem nesses monstros cruéis da nossa História?
Interessou-se por pintura e arquitetura, Se ele tivesse recebido incentivo do pai para desenvolver a sua arte, realizar o seu sonho de ser um artista, se não tivesse sido reprovado na Academia de Belas-Artes, teria sido um “Grande Mestre”ao invés do Grande Ditador responsável pelo triste destino de milhões de pessoas na Segunda Grande Guerra?
O jovem órfão viveu em abrigos de Viena e neste período, copiou cerca de 2000 cenas de postais ilustrados vendendo, sobretudo para turistas.
Hitler pintor desaparece e em 1934 surge, o sanguinário Senhor do Extermínio.
E se ele tivesse sido aceito na academia? O mundo teria o Senhor das Telas e a humanidade não teria conhecido seu pior carrasco, o Senhor do Holocausto?
A maior parte das pinturas atribuídas apresentadas em leilão retrata locais no norte da França e na Bélgica.
Apesar de suas obras não serem vistas por muitos críticos como obras de grande valor, a sua
assinatura "A Hitler", ou apenas "AH" confere-lhes  obras imenso valor histórico
Os críticos de arte reconhecem na visão peculiar do céu, como na pintura reproduzida acima, uma das características mais marcantes do trabalho de Hitler como artista.
A assinatura de Hitler costuma aparecer no canto inferior esquerdo das telas.
Uma marca em sua obra é a ausência de pessoas.
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Biografia de Hitler
 
 
 
Adolf Hitler nasceu em Braunau am Inn, na Áustria, em 20 de abril de 1889. Em setembro de 1907, muda-se para Viena.  Em setembro de 1908, tenta entrar para a Academia de Belas-Artes de Viena, mas não consegue ser aprovado. Pergunto se ele tivesse sido admitido teria sido um Grande Mestre da pintura ao invés de Grande Ditador?
O seu pai, Alois Hitler (1837-1903), que nascera como filho ilegítimo, era funcionário da alfândega e até os 40 anos, usou o sobrenome da sua mãe, Schicklgruber. Em 1876, passou a empregar o nome do seu pai adotivo, Johann Georg Hiedler, cujo nome teria sido alterado para "Hitler" por erro de um escrivão.
Adolf Hitler chegou a ser acusado, por inimigos políticos, de não ser um Hitler, mas sim um Schicklgruber. A própria propaganda dos aliados fez uso desta acusação ao lançar vários panfletos sobre diversas cidades alemãs com a frase "Heil Schicklgruber" - ainda que estivesse relacionado, de fato, aos Hiedler por parte da sua mãe. Isso poderia influenciar o seu preconceito, a sua fixação por uma raça pura.
A mãe de Hitler, Klara Hitler (nome de solteira Klara Polzl), era prima em segundo grau do seu pai e  foi levada por Alois para tomar conta dos seus filhos, enquanto a sua segunda mulher, estava doente e prestes a morrer. Alois casou-se, pela terceira vez, com Klara, depois de ter esperado meses por uma permissão especial da Igreja Católica, concedida exatamente quando Klara já estava grávida. No total, Klara teve 6 filhos de Alois. Entretanto, apenas Adolf (o quarto), e sua irmã Paula (mais nova), sobreviveram à infância.
Hitler não apreciava a disciplina do seu pai que lhe aplicava uma educação severa, mas tinha respeito com a figura de seu pai, em seu livro "Mein Kampf", mesmo assim refere-se as discussões irreconciliáveis que teve com ele acerca da sua firme decisão em se tornar artista, por outro lado, era muito devoto de sua mãe.
De fato, interessou-se por pintura e arquitetura. O pai opunha-se firmemente a tais planos, preferindo que o filho seguisse carreira na função pública.
Adolf era um rapaz inteligente, porém, mal-humorado, e por ser desde cedo boêmio, foi reprovado por duas vezes no exame de admissão à escola secundária de Linz, onde  começou a acalentar idéias pangermânicas, fortalecidas por leituras sob influência do seu professor, Leopold Poetsch, um anti-semita bastante admirado pelo jovem Hitler.
Em Janeiro de 1903 o seu pai  Alois Hitler, morreu  vítima de apoplexia e em dezembro de 1907 morreu a sua mãe Klara, vítima de câncer, o que o teria afetado sensivelmente.
Portanto, aos 19 anos de idade Adolf era órfão e logo partiu para Viena, onde tinha uma vaga esperança de se tornar um artista, recebia um subsídio para órfãos, mas que acabaria por perder em 1910 quando completou aos 21 anos.
Ainda em 1907 fez exames de admissão para a Academia das Artes de Viena, sendo reprovado duas vezes seguidas.
Nos anos seguintes permaneceu em Viena vivendo inicialmente do apoio financeiro de sua tia Johanna Pölzl, de quem recebeu herança. Como não tinha emprego fixo chegou mesmo a pernoitar num asilo para mendigos na zona de Meidling no outono de 1909. Segundo o historiador Sebastian Haffne os outros mendigos deram-lhe a alcunha de "Ohm Krüger".
Foi então que teve a idéia de copiar postais e pintar paisagens de Viena - uma ocupação com a qual conseguiu financiar o aluguel de um apartamento, na rua Meldemann. Pintava cenas copiadas de postais e vendia-as a mercadores, simplesmente para ganhar dinheiro, não considerando as suas pinturas uma forma de arte. Fez ao contrário do mito popular, uma boa vida como pintor, ganhando mais dinheiro do que se tivesse um emprego regular como empregado bancário ou professor do liceu, e ainda tendo de trabalhar menos horas. Durante o seu tempo livre frequentava a ópera de Viena, especialmente para assistir a óperas relacionadas com a mitologia nórdica, de Richard Wagner, e cujas produções financiaria mais tarde, como meio de exaltação do nacionalismo germânico. Muito de seu tempo era dedicado à leitura.
Em Viena Hitler começou a perfilar-se como um ativo anti-semita, particularidade que governaria a sua vida e que foi a chave das suas ações subsequentes. Havia em Viena uma vasta comunidade judaica, incluindo muitos Judeus ortodoxos da Europa. Hitler teve contato esses judeus ortodoxos, que, ao contrário dos judeus de Linz, distinguiam-se pelas suas vestes. Intrigado, procurou informar-se sobre os judeus através da leitura, tendo comprado em Viena os primeiros panfletos abertamente anti-semitas que leu na vida, como relata em Mein Kampf.
Em Viena, o anti-semitismo tinha-se desenvolvido das suas origens religiosas numa doutrina política, promovida por pessoas como Jörg Lanz von Liebenfels, cujos panfletos foram lidos por Hitler; políticos como Karl Lueger, o presidente da câmara de Viena, e Georg Ritter von Schönerer, fundador do partido Pan-Germânico. Deles, Hitler adquiriu a crença na superioridade da "Raça Ariana" que formava a base das suas visões políticas e na inimizade natural dos judeus em relação aos "arianos", responsabilizando-os pelos problemas econômicos alemães.
Foi também em Viena que manteve contato com a doutrina marxista, tendo "aprendido a lidar com a dialética deles", na discussão com marxistas, "incorporando-a para os meus fins".
Em 30 de abril de 1945 Hitler suicidou-se, enquanto os exércitos soviéticos entravam em Berlim.

Imagens:
 Bibliografia: 

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