quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A Origem do Carnaval


As origens do carnaval são obscuras e longínquas. Não existe maneira de comprovar o nascimento do carnaval, entretanto, através de pesquisas sobre a evolução do homem sabemos que os primeiros indícios, do que mais tarde se chamaria carnaval, surgiram dos cultos agrários.
A história do carnaval começa no princípio da nossa civilização, há 10.000 anos a.C. quando homens, mulheres e crianças se reuniam no verão com os rostos mascarados e os corpos pintados para espantar os demônios da má colheita.
Os primeiros agricultores exerciam a capacidade humana, que já nas cavernas se distinguir em volta da fogueira, da dança, da música, da celebração.
Buscam-se as origens do carnaval nessas antigas celebrações da humanidade, tais como, por exemplo, as Festas Egípcias.
O carnaval originário tem como marco inicial a criação dos cultos agrários e, como ponto final a oficialização das festas a Dionísio, durante o reinado de Pisistrato na Grécia, de 605 a 527 a.C.
Com a evolução da sociedade grega os rituais do culto ao deus Dionísio também evoluíram acrescidos de sexo, bebidas e orgias incorporam-se, definitivamente, às festas que, juntamente com o elemento processional e a inversão de classes, compõem o modelo que alguns autores consideram o fulcro estético e etimológico do carnaval.
No reinado de Péricles, de 443 a 429 - a cidade de Atenas se projeta como um grande centro de arte e inicia-se a repressão ao culto a Dionísio.
Os gregos festejavam com grandiosidade nas festas Lupercais e Saturnais a celebração da volta da primavera, que simbolizava o Renascer da Natureza. Mas num ponto todos concordavam, as grandes festas estão associadas a fenômenos astronômicos e a ciclos naturais, inclusive o carnaval.
Em Roma, comemoravam-se as Saturnais, em homenagem ao deus Saturno. Esses festejos eram de tamanha importância que tribunais e escolas fechavam as portas durante o evento, escravos eram alforriados, as pessoas saíam às ruas para dançar.
Na abertura dessas festas ao deus Saturno, carros buscando semelhança a navios saíam na "avenida", com homens e mulheres nus. Estes eram chamados os carrum navalis. Muitos dizem que daí saiu a expressão carnevale.
Na Roma Antiga, bacanais, saturnais e lupercais festejavam os deuses Baco, Saturno e Pã. A Sociedade Clássica acrescenta ainda uma função política e social às celebrações, tolerando o espírito satírico, a crítica aos governos e governantes nos festejos. 
Quando o cristianismo chegou já encontrou as festas orgásticas, no uso dos povos. No início não houve aceitação do carnaval. 
Em 186 os Bacanais em Roma geram desordens e escândalos, fatos que levam o Senado Romano a reprimi-las. 
Em 590 Gregório I, O GRANDE regulamentou as datas do carnaval, e criou a expressão - "dominica ad carne levandas" - que foi sucessivamente sendo abreviada até a palavra Carnaval.  Desde então a igreja adotou oficialmente esta festa, passando, desde então, a programar seu calendário.  
Com a quarta-feira de Cinzas tem início a quaresma, período de preparação para a Páscoa, no qual a Igreja sugere jejum e abstinência de carne. Religiosamente, o domingo de carnaval cairá sempre no 7º domingo que antecede ao domingo de Páscoa. 
A civilização judaico cristã fundamentada na abstinência, na culpa, no pecado, no castigo, na penitência e na redenção renega e condena o carnaval, embora seus principais representantes fossem contrários à sua realização, no séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a sua evolução introduzindo o baile de máscaras em Veneza.


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