domingo, 22 de janeiro de 2012

Leis da Gestalt

Blog Umbelarte: Imagens ambíguas:
Podemos acreditar naquilo que os olhos nos mostram?
O que você vê nessas imagens?
 Olhe-as novamente, reduindo-as, ampliando-as, olhando-as a...

 Cubo de Necker e o Vaso de Rubin, dois exemplos utilizados na Gestalt

Gestalt
Por volta de 1870 alguns estudiosos alemães começaram a pesquisar a percepção humana, principalmente a visão. Utilizaram principalmente de obras de arte para compreender como se percebia certos efeitos pictóricos. Tais pesquisas deram origem à Psicologia da Gestalt ou Psicologia da Boa Forma.

Os estudos de Christian von Ehrenfels contribuíram para o surgimento da psicologia da Gestalt. Em seu livro "Sobre as qualidades formais", 1890, evidencia a existência de objetos perceptivos como as formas espaciais, as melodias e as estruturas rítmicas que não se reduzem à soma de sensações precisas, mas se apresentam originariamente como “formas”, isto é, como relações estruturais, ou seja, como algo diferente de uma soma de “átomos” de sensações. (WIKIPEDIA)

Há duas características da forma – as sensíveis, inerentes ao objeto, e a formais, que incluem as nossas impressões sobre a matéria, que se impregna de nossos ideais e de nossas visões de mundo. 
A união destas sensações gera a percepção. 
É muito importante nesta teoria a idéia de que o conjunto é mais que a soma dos seus elementos; assim deve-se imaginar que um terceiro fator é gerado nesta síntese.


Leis da Gestalt

Observando-se o comportamento espontâneo do cérebro durante o processo de percepção, chegou-se á elaboração de leis que regem esta capacidade de conhecer os objetos. 
Estas normas podem ser resumidas como:
a)      Semelhança: objetos semelhantes tendem a permanecer juntos, seja nas cores, nas texturas ou nas impressões de massa destes elementos. esta característica pode ser usada como fator de harmonia ou de desarmonia visual.
b)      Proximidade: partes mais próximas umas das outras, em certo local, inclinam-se a ser vistas como um grupo.
c)      Boa Continuidade: alinhamento harmônico das formas.
d)     Pregnância: este é o postulado da simplicidade natural da percepção, para melhor assimilação da imagem. É praticamente a lei mais importante.
e)      Clausura: a boa forma encerra-se sobre si mesma, compondo uma figura que tem limites bem marcados.
f)       Experiência Fechada: esta lei está relacionada ao atomismo, pensamento anterior a gestalt. Se conhecermos anteriormente determinada forma, com certeza a compreenderemos melhor, por meio de associações do aqui e agora com uma vivência anterior.

EMERGÊNCIA:
O rosto aparece por inteiro, depois identificamos suas partes. Ao contrário de um texto escrito, não se vê pedaços de uma imagem que, aos poucos, compõem um todo.

REIFICAÇÃO:
O rosto é construído pelos traços que se formam nos espaços entre as linhas e letras (repare a franja). Eis um excelente exemplo da importância dos espaços em branco (vazios) no desenho de uma página. Eles dão suporte para os outros elementos.

PERCEPÇÃO MULTI-ESTÁVEL:
Em uma composição bem-feita, a visão não “pára” em um lugar. Perceba como você olha para o rosto, o nome, o fundo. ISSO é interatividade, muito mais interessante que um pop-up ou qualquer outra chatice publicitária.

INVARIÂNCIA:
As letras são reconhecidas e podem ser lidas, pouco importa seu tamanho, distorção ou escala.
FECHAMENTO:
Tendemos a “completar” a figura, ligando as áreas similares para fechar espaços próximos. É fácil ver as bochechas, a língua (escrita “soul”, genial) etc. É o mesmo princípio que nos permite compreender formas feitas de linhas pontilhadas.

SIMILARIDADE:
Agrupamos elementos parecidos, instintivamente. Perceba que, por mais que você tente evitar, o rosto se destaca do fundo, mesmo sendo da mesma cor.

PROXIMIDADE:
Elementos próximos são considerados partes de um mesmo grupo.

SIMETRIA:
Imagens simétricas são vistas como parte de um mesmo grupo, pouco importa sua distância. É o que forma o fundo – e o separa do rosto.

CONTINUIDADE:
Compreendemos qualquer padrão como contínuo, mesmo que ele se interrompa. É o que nos faz ver a “pele” do Sr. Brown como algo contínuo, mesmo com todos os “buracos” das letras.

DESTINO COMUM:
Elementos em uma mesma direção são vistos como se estivessem em movimento e formam uma unidade, como se percebe na “explosão” que acontece no fundo do cartaz.
 Veja imagens
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