terça-feira, 25 de outubro de 2011

A música na Monarquia


                               
1.      Carlos Gomes
 A vida de Carlos Gomes se confunde com a história do Brasil.
Durante a Monarquia compôs óperas que contavam a própria história do Império, um pais de divisões sociais: escravos e senhores. Neste cenário nasceu um sonho romântico em “O Guarani”, em que os índios e brancos se unem numa narrativa de amor, ou nas idéias abolicionistas retratadas, em “O Escravo”.
d. Pedro II era quem patrocinava o compositor, mesmo quando foi para a Itália. Assim o compositor sentia-se dividido entre satisfazer um monarca ou sua própria expressão, deixando-o amargurado e com sentimentos contraditórios.
Mesmo depois que deixou o Brasil, nunca parou de compor modinhas românticas, que o faziam relembrar os salões das antigas fazendas de café, os coretos das cidades do interior e os lugares por onde, quando jovem, passeava.
            Carlos Gomes ficou reconhecido internacionalmente como compositor de óperas, mas seu repertório é bastante diversificado, encontrando músicas sacras, modinhas, cantatas e operetas.
Em suas modinhas, encontramos características do estilo verdiano (Verdi) em moda no ensino musical da época.. Carlos Gomes musicava textos em sua maioria de caráter romântico, típico dos salões da Monarquia. Sua música compõe uma trilha sonora que retrata dramas, paixões, alegrias, tristezas que fazem parte da história do Brasil.

2.      Alexandre Levy
Em um cenário político conturbado – abolição da escravatura, proclamação da república – surge um forte sentimento nacionalista que invade a música. Dentre os compositores destacaremos: Alexandre Levy.
Levy nasceu em São Paulo, 1864, e desde cedo se interessou pela música, executando um concerto aos doze anos.
Em 1880, compôs uma fantasia para dois pianos a partir de temas da ópera “O Guarani” de Carlos Gomes, por quem mantinha uma grande amizade.
Em 1887, foi estudar na Europa onde desejava aprimorar seus estudos. Em paris compôs a peça “Adante Romantique”, que depois foi incorporada a “Sinfonia em Mi menor”, e “Variações” sobre um tema brasileiro.
Nos salões franceses se apresentou ao Imperador D. Pedro II, que já assistira a ele em um concerto em São Paulo, gostando muito de sua “performance”.

3.      Ernesto Nazaterh
O Brasil de 1880 era a extensão da Europa, pois tudo era importado: as idéias, os modismos, os instrumentos musicais, os compositores e as companhias de óperas.
Ernesto Nazareth fez sua primeira apresentação em público em 1886, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro.
O Rio de Janeiro importava passos novos das danças de salão, havia pessoas especializadas em ensinar os novos passos em domicílio. A valsa, por ser uma das primeiras danças de pares se entrelaçando, escandalizou as cortes européias, antes de chegar ao Brasil.
Em meados do século XIX, surgiu a polca, originária da Polônia. Pelo seu aspecto alegre agradou ao gosto dos brasileiros. Outro ritmo incorporado por Ernesto Nazareth foi o maxixe, mas ele preferiu que chamasses sua música de “tango brasileiro”. Entre eles destacamos: Odeon, Brejeiro e Sertanejo.

4.      Giuseppe Verdi
Um dos mais importantes compositores de ópera do século XIX, Verdi foi considerado o artista que melhor expressou “o espírito nacional de seu povo”. Suas óperas representavam a vontade do povo de liberdade nas Guerras pela Unificação Italiana.
Verdi conseguiu como ninguém juntar em suas óperas o drama e as tradições populares da sua terra natal, servindo de referência para os compositores de sua época. Dentre as óperas mais importantes destacamos: Aida, Ernani, Othello, Machbeth, La Traviata.
Giuseppe Fortunino Francesco Verdi (Roncole, 10 de outubro de 1813Milão, 27 de janeiro de 1901) foi um compositor de óperas do período romântico italiano, sendo na época considerado o maior compositor nacionalista da Itália, assim como Richard Wagner era na Alemanha.
Foi um dos compositores mais influentes do século XIX. Suas obras são executadas com frequência em casas de ópera em todo o mundo e, transcendendo os limites do gênero, alguns de seus temas já estão há muito enraizados na cultura popular - como "La donna è mobile de Rigoletto, "Va, pensiero" (O Coro dos Escravos Hebreus) de Nabucco , "Libiamo ne' lieti calici" (A Canção da Bebida) de La Traviata e o "Grande Marcha" de Aida.
Embora sua obra tenha sido algumas vezes criticada por usar de modo geral a expressão musical diatônica em vez de uma cromática e com uma tendência de melodrama, as obras-primas de Verdi dominam o repertório padrão um século e meio depois de suas composições.

A DANÇA NA MONARQUIA

A quadrilha foi introduzida no Brasil durante a Regência e fez bastante sucesso nos salões brasileiros do século XIX, principalmente no Rio de Janeiro, sede da corte. Essa dança surgiu em paris no século XVIII (quadrille), tendo como origem a contredanse francaise. Mais tarde no Brasil esta dança caiu no gosto do povo, que mudando seus passos, popularizou-a com o uso de instrumentos musicais como sanfona, zabumba, viola, violão, etc.
Na Europa, as danças da corte eram executadas como coreografias, sempre da mesma forma, e deviam ser aprendidas por nobres. Cada coreografia possuía um nome, a volta (italiana), por exemplo, era considerada uma dança imoral, porque os cavalheiros ficavam muito próximos das danças, e quando giravam, apareciam sob as longas saias uma parte dos tornozelos.
Essa dança pode ser vista no filme “Elizabeth” que concorreu ao Oscar em 1999, onde o casal principal executava a dança.
A ópera-balé herdou dos ballets de corte as cenografias e as vestimentas pesadas inadequadas (os figurinos). As roupas cobriam todo o corpo, e o rosto era coberto por máscara, dessa forma não trabalhavam com a expressão facial, e as roupas não ajudavam na execução dos passos.

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