quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Gustave Courbet - Realismo

                            
Três quadros realistas tornam o nome de Courbet famoso no Paris Salon, em 1850: “Enterro em Ormans”, sua primeira tela monumental,  “Os Pedreiros” e “Camponeses de Flagey no retorno do mercado”.
“Enterro em Ormans”, Courbet
                               
Courbet que começara romântico no início da década de 1840, em 1848 convenceu-se de que a importância dada pelo Romantismo no sentimento e a imaginação não passava de uma fuga às realidades da época.
O artista devia reger-se por sua experiência direta. 
O Ateliê do Pintor, de Courbet
A sua tela O Ateliê do Pintor foi criticada, ridicularizada pelo júri da Exibição da Paris Universal, em 1855, mas o artista foi defendido por Delacroix que declarou publicamente:” Eles rejeitaram uma das melhores telas da época”.
Em O Ateliê do Pintor, Courbet declara suas opiniões sobre a sociedade em que vivia.
O quadro mostra seu estúdio em Paris, onde 3 grupos dividem o espaço: ao centro, o artista (acompanhado da ‘verdade’, na figura da mulher nua) pintando uma paisagem – sua terra natal, tema considerado indigno pela corrente artística da época.
À direita, retrata os amigos que o influenciaram em seu desenvolvimento como artista e homem. Champfleury é o principal deles (sentado), o fundador do movimento realista na literatura.
À esquerda, agrupou seus inimigos e as pessoas que eram exploradas por eles.
Para Courbet a verdade e a dignidade estavam na comunidade e na realidade do cotidiano.
“Os Pedreiros”, de Courbet (1849)
Pedreiros  (destruído durante os bombardeamentos de Dresden, na segunda guerra mundial).
Na tela se vê uma luz igual e os homens têm  a cor da pedra.
Homens e paisagem confundem-se retratados da mesma cor das pedras e com igual luz.
O desenho é nítido e delineado segundo a ética descritiva do realismo.
Não se representa ou aparecem vestígios de psicologia. Não se vê os rostos, não se identifica o emocional.
 
Fonte:
GERLINES, Charlotte, 100 grandes artistas: uma viagem visual de Fra Angelico a Andy Warol. Trad. Luiz Abtonio Caldeira Andrade. [China]:Arctures Publishing Limited, 2008.
PROENÇA, Graça. História da Arte.são Paulo: Ática, 2000

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